sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Exposição "Recifes de Corais Brasileiros"

Na primeira quinzena de Setembro, São Luís recebeu a exposição “Recifes de Coral Brasileiros” em comemoração ao Ano Internacional dos Recifes de Coral. A semana foi promovida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), com apoio do IBAMA-MA e da Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Maranhão. Os recifes de coral constituem importantes ecossistemas, altamente diversificados, sendo mesmo considerados o mais diverso habitat marinho do mundo. Em 1997, foi comemorado o primeiro ano Internacional dos Recifes de Corais, com o objectivo de chamar a atenção para o aumento das ameaças e perdas de recifes de coral e também de ecossistemas associados, tais como manguezais (ecossistema costeiro) e banco de algas. Após dez anos, continua a necessidade de aumentar o conhecimento sobre os recifes e os seus valores ecológicos, económicos, sociais e culturais. Dessa forma, a Iniciativa Internacional para os Recifes de Coral (ICRI), designou o ano de 2008 como o Ano Internacional dos Recifes de Coral.

Notícia publicada em 25/08/08

Recifes de corais no Porto de Galinhas - Pernambuco- Brasil

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Contrabandistas de Recifes de Corais são presos

A polícia federal do Brasil realizou a maior operação já feita no país para prender contrabandistas de recifes de corais. Pelo menos nove pessoas foram presas. Pernambuco aparece no mapa do contrabando de corais como um dos principais pontos de extracção. O alerta foi dado depois de fiscais desconfiaram da exportação cada vez maior de algas calcárias. Os peritos examinaram o material e constataram que, sob falsa documentação, saíam do país pedaços de recifes de corais, que formam um dos mais importantes ecossistemas do mundo.

Notícia publicada em 17/04/08

Recifes de Corais vão morrer em 50 anos

O aumento da emissão de gases de estufa está a matar os corais. Segundo um estudo apresentado em Stanford (EUA), mesmo o cenário mais optimista em termos ambientais não serve para a evolução dos recifes coralíferos. Por volta de 2050, a não ser que se tomassem medidas drásticas de diminuição da poluição, 98% dos corais hoje existentes terão desaparecido.
O estudo envolveu 17 cientistas de sete países e foi coordenado pelo Carnegie Institute for Science. Concluiu que as emissões de dióxido de carbono (CO2) e metano estão a provocar alterações químicas provavelmente irreversíveis nos oceanos, destruindo a vida de muitas espécies que se abrigam nos recifes coralíferos, com particular relevo nos existentes na Oceânia e no mar das Caraíbas.
"Os oceanos absorvem cerca de um terço das emissões de CO2, o que ajuda a travar o aquecimento do planeta, mas que tem efeitos catastróficos sobre a fauna marinha", explicou à Science Ken Caldeira, um dos cientistas responsáveis pela investigação.
A absorção de CO2 cria nas águas marinhas uma acidez que corrói a aragonite, um mineral usado pelos corais e por outros seres marinhos para lhes fortalecer o esqueleto. A diminuição dos níveis de aragonite, que antes da revolução industrial eram 3,5 vezes mais elevados do que hoje impedirá os corais de crescerem.
Por outro lado, a acidez excessiva cria um tipo de microalgas que substituem e destroem o plâncton, base da alimentação de muitos seres vivos aquáticos. Os corais rejeitam essas algas. O aquecimento global provoca o branqueamento dos corais, já que destrói outro tipo de algas que lhes serve de alimentação. Por essa via, os cientistas estimam que, desde 1997, já tenham desaparecido 16% dos corais existentes na altura.
Actualmente, as águas marinhas contêm cerca de 380 unidades de CO2 por milhão de litros. Num cenário de ligeira diminuição e de que a temperatura terrestre só suba um grau, até 2050, uma hipótese que não está sobre a mesa, por ser demasiado optimista, os corais continuariam a desaparecer mas a sua destruição não seria tão rápida, embora a tendência para perder a cor fosse uma constante. Na hipótese intermédia, a temperatura terrestre a subir dois graus e a ligeira subida de unidades de CO2 por milhão de litros de água, os corais desintegravam-se arrastando consigo parte da vida marinha que lhe está associada. Se nada for feito, a extinção da maior parte da fauna marinha ocorrerá antes do final do século.
Bob Steneck, da Universidade do Maine (EUA), uma das instituições que participou na experiência, explicou que os recifes coralíferos geram receitas de 30 mil milhões de dólares na Ásia e na Oceânia, através das actividades de pesca e turismo, das quais estão dependentes quase mil milhões de pessoas.
O efeito da acumulação de dióxido de carbono na água é independente dos efeitos que provoca no clima. Por isso, os investigadores dizem que a diminuição de CO2 actualmente após um estudo realizado em Bali pode ajudar em relação ao aquecimento terrestre mas não chega para reduzir a acidez marinha.

Notícia publicada em 15/12/07

A importância de recifes de corais


Os recifes de corais têm uma grande importância no ambiente marinho, que assim como e plâncton, possui mecanismos impressionantes de captura. Uma grande quantidade de corais alimenta-se de pequenos animais. Esta forma de alimentarem-se é observada facilmente em aquários bem equilibrados, na qual podemos adicionar uma porção de artêmias salinas (pequenos camarões que vivem em regiões de salinas) e verificar este impressionante comportamento dos animais que se transforma, projectando além de seus corpos, tentáculos para a captura do alimento. Um espectáculo emocionante.
Além dos corais, temos uma infinidade de organismos que retiram da água o seu alimento como esponjas que são verdadeiros filtros marinhos. No oceano pacífico é possível encontrar em algumas regiões uma espécie de esponja gigante que chega a ter mais de dois metros de altura, estas, têm o formato de um grande pote de barro com um orifício na parte superior. Esta espécie, que na verdade é uma colónia de milhares de indivíduos, que“suga” a água pelas laterais da colónia e expulsa água pelo grande orifício superior com uma pressão tal que é capaz de empurrar um mergulhador desavisado.
As rochas que formam um recife coralino são na sua grande maioria compostas de carbonato de cálcio, que normalmente são parte de corais mortos, e têm uma estrutura muito poderosa proporcionando abrigo para uma infinidade de formas de vida que também se estarão a alimentar de toda esta massa orgânica dispersa na água.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Boas notícias para os recifes: estrutura de coral gigante encontrado fora do Brasil

Após uma série de relatórios extremos sobre o estado dos recifes de corais, cientistas anunciaram a descoberta de um recife fora da costa sul da Bahia no Brasil, que tem o dobro do tamanho do maior e mais rico sistema de recife do Sul do Oceano Atlantico, Abrolhos.

A descoberta foi relatada após um trabalho apresentado no dia 20 de julho de 2008 por pesquisadores da Conservação Internacional (CI), Universidade Federal do Espírito Santo e Universidade Federal da Bahia no Simpósio Internacional de Recifes de Coral em Fort Lauderdale, Florida.

"Tinhamos algumas pistas de pescadores locais de que existiam outros recifes , mas não na escala que descobrimos," diz Rodrigo de Moura, um especialista marinho que pertence à CI-Brasil e co-autor do trabalho. "É muito animador e altamente incomum descobrir uma estrutura de recife deste tamanho e que abriga tal abundância de peixes."

Os cientistas usaram um sonar lateral — que produz um mapa tridimensional do solo marinho — para mapear a nova estrutura em águas de nove a 124 milhas (15 a 200 km) fora da costa e em profundidades de 60 a 220 pés (20 a 73 metros).


Notícia pulicada em 20/07/08

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Como se formam os Recifes de Corais



O recife de Coral é composto por camadas muito finas de carbonato de cálcio que foram produzidos ao longo de milhares de anos, por milhões de minúsculos animais de corpo mole a que chamamos de pólipos de coral. A maior parte dos corais são constituídos por muitos pólipos juntos num grande grupo ou numa chamada colónia. Um simples pólipo tem um corpo na forma de um tubo com uma boca rodeada de tentáculos que utiliza para capturar pequenas partículas alimentares. Cada pólipo constrói uma estrutura calcária onde se aloja e vive em conjunto com uma alga que se chama zooxanthelae. É esta alga minúscula, a responsável pelas cores que observamos nos corais como verde, amarelo, azul, lilás, castanho e muitas outras.
Quando os pólipos morrem, novos pólipos crescem por cima dos esqueletos de calcário que ficam. Assim, quando vemos um recife de coral, apenas a fina camada superficial é que é constituída por pólipos vivos. Um Kg de corais pode ter mais de 80.000 pólipos.